A rapariga de 13 anos, esteve dada como desaparecida perto de 5 horas na Praia do Corgo, em Matosinhos, foi localizada numa garagem de um condomínio fechado em Lavra.
Ana Isabel, terá visto a porta aberta e entrou, tendo sido encontrada por um inquilino que, ao vê-la "assustada" e após algumas perguntas à menina, que estava com a mochila, contactou as autoridades.
A jovem foi depois acompanhada por técnicos que tentaram acalmá-la para que possa regressar a casa em Rio Torto, Concelho de Valpaços.
A adolescente foi depois entregue à mãe, que entretanto viajou para Matosinhos com a presidente do Conselho Executivo da EB 2,3 Júlio do Carvalhal, onde também trabalha, já passava da meia-noite. Mãe e filha ter-se-ão encontrado no parque de campismo de Lavra, para onde foi levada (e onde estavam os restantes colegas), seguindo ambas, depois, para as instalações da PJ do Porto com o objectivo de esclarecer tudo o que se tinha passado.
A aluna que frequenta o 7º Ano da escola EB 2/3 Júlio do Carvalhal em Valpaços, havia faltado à chamada marcada para as 18h30 para o regresso a Valpaços após o lanche e integrava um grupo de 110 alunos de Valpaços que estavam a fazer uma visita de estudo ao litoral acompanhadas pelos professores, que se tinham deslocado em 2 autocarros da Auto Viação do Tâmega. O Grupo havia saído às 7h30 de Valpaços em direcção ao Porto, onde foram ver uma peça de Teatro, e o museu de Serralves, tendo almoçado no Parque da Cidade.
A responsável pela Direcção Regional de Educação do Norte (DREN), Margarida Moreira, anunciou cerca das 00h00 que a jovem apareceu num local próximo» da Praia do Corgo, em Matosinhos.
Estiveram envolvidos nas buscas efectivos da Polícia Judiciária, Polícia Marítima, GNR e Polícia Municipal de Matosinhos. Aliás, os inspectores da Judiciária ficaram com a última fotografia da aluna (tirada às 17.50 horas com o telemóvel de um colega) e levaram algumas vezes a irmã ao local onde viu Ana Isabel pela última vez.
O caso foi também acompanhado de perto pelo presidente da Câmara de Matosinhos, Guilherme Pinto.
Segundo a agência Lusa, durante as buscas, corria a informação de que Ana Isabel teria dito à irmã gémea que queria fugir. Margarida Moreira não quis entrar especulações, mas admitiu que a criança «podia ter dito isso».
Colegas receberam apoio psicológico
Os colegas de Ana Isabel receberam «acompanhamento psicológico» por se tratar de uma situação «traumática», revelou a directora regional, pouco tempo antes de a criança ter sido encontrada.
Pais deslocaram-se a Matosinhos para ir buscar os filhos
Entretanto, muitos pais e familiares de alunos que se haviam concentrado junto à EB 2,3 de Valpaços, para tentar obter mais informações sobre o que se estava a passar em Lavra foram chegando a Lavra, para levar os seus filhos de regresso a casa, sobressaltados com o sucedido.
A comunicação social, com as televisões em directo acompanharam de perto o caso.
Toda a gente não ganhou para o susto e o regresso deu-se já madrugada adentro.
Fonte: LUSA/JN/RTP